
No âmbito de um trabalho de pesquisa cujo tema a professora nos deixou escolher,decidimos pesquisar sobre o cyberbullying, porque cada vez aparecem mais casos,o que consideramos preocupante.
Cyberbullying
No cyberbullying recorre-se à tecnologia para ameaçar, humilhar ou intimidar alguém através da multiplicidade de ferramentas da nova era digital. Redes sociais da Internet, sites de partilha de fotos, imagens de telemóvel, gravações MP3, têm servido para desvirtuar a realidade pondo em causa a intimidade e a reputação. Em Portugal, também há jovens que são vítimas de cyberbullying. Vivem aterrorizados que os colegas da escola descubram as mentiras fabricadas, têm medo de contar o que estão a viver. E, na maioria dos casos, o agressor esconde-se sob a capa do anonimato.
Os métodos utilizados são limitados simplesmente pela criatividade da criança e do acesso à internet. Os papéis que exercem uns sobre os outros podem inverter-se, ou seja, tanto podem ser agressores como passarem a vítimas. O cyberbullying, não é usualmente uma forma de comunicação, a não ser que, envolva ameaça de morte ou ameaça de danos corporais.
Como detectar o cyberbullying
Para detectar casos de cyberbullying, pais e educadores devem estar atentos a alterações no comportamento ou na personalidade das crianças ou jovens, nomeadamente quando estes:
Se tornam afastados, agitados, ansiosos, tristes ou deprimidos;
Exprimam raiva, gritando ou vitimizando outras crianças ou jovens (tal como um irmão ou irmã mais novos); Se queixam fisicamente de dificuldades em adormecer, dores de cabeça ou de barriga ou quando se verifica a alteração de hábitos alimentares;
Perdem o interesse em eventos sociais;
Demonstram relutância em frequentar a escola quando antes tal nunca se verificara ser problema;
Revelam alterações na utilização da Internet ou de outras tecnologias
Como fazer frente ao cyberbullying
Os pais e educadores podem debater o assunto com as crianças e jovens e fazer face ao cyberbullying. Estas incluem:
Criar e manter um clima de comunicação aberta a conversas regulares sobre a internet e a tecnologias, em vez de esperarem e apenas abordar o assunto quando ocorrer algum problema;
Encorajar as crianças ou jovens a falar sobre os problemas com que se confrontam na internet ou com outras tecnologias, como por exemplo os telemóveis e escutarem o que as crianças ou jovens nos dizem; Explicar às crianças e aos jovens que se forem vítimas de cyberbullying a culpa não é deles; Sublinhar que pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, mas uma forma de afirmação que envia uma mensagem ao agressor que o seu tipo de comportamento não será tolerado e que não lhe será permitido continuar. Como prevenir o cyberbullying Segundo os investigadores, a melhor forma de prevenir o cyberbullying consiste na adopção das seguintes sugestões: Eduque-se a si e aos seus filhos ou educandos sobre como usar as tecnologias de informação e comunicação de forma ética, responsável e segura;
Eduque as crianças ou jovens sobre os riscos de colocarem fotografias, vídeos e outros dados pessoais online que possam ser usados pelos seus pares para actos de cyberbullying;
Preste atenção aos que os seus filhos ou educandos lhe dizem sobre potenciais casos de cyberbullying e não se limite a subestimar, criar falsos sentimentos de segurança ou até ignorar as situações que lhe são reportadas;
Não reaja intempestivamente para proteger a criança ou jovem. Por exemplo, não se ajuda uma vítima castigando-a. Se a criança é vítima de cyberbullying, não lhe
retire o direito de acesso ao computador ou à Internet;
Caso os seus filhos ou educandos sejam vítimas de cyberbullying, deixe claro que trabalhará com a criança ou jovem para encontrar uma solução;
Monitorize a utilização das tecnologias de informação e comunicação pelas crianças e jovens a seu cargo. Faça-o escolhendo criteriosamente o local e o posicionamento do computador. Evite as áreas isoladas (quartos de crianças ou jovens), preferindo os espaços de maior circulação de pessoas. Poderá ainda adoptar programas de controlo parental e procurar informar-se sobre outros locais a partir dos quais os miúdos acedam à internet.
Inês Sousa e Isabel Vilarinho